Otorrinolaringologia

A rinossinusite é uma inflamação ou infecção das mucosas do nariz e dos seios paranasais, causada por vírus, bactérias, fungos, alergias ou irritantes. Pode ser aguda (dura até 4 semanas) ou crônica (persiste por mais de 12 semanas). Os principais sintomas incluem congestão nasal, secreção espessa, dor ou pressão facial, perda do olfato e tosse. O tratamento varia conforme a causa e a gravidade, podendo incluir medicamentos sintomáticos, antibióticos, corticosteroides ou, em casos graves, cirurgia.

Quase todas as crianças apresentam sangramento nasal em algum momento de suas vidas. Quase sempre estes quadros são de pequena gravidade e autolimitados. Quando a perda de sangue é excessiva, ou os episódios são repetidos é importante a avaliação de um otorrinolaringologista.

As causas podem ser simples, como manipulação com os dedos ou pequenos vasos facilmente cauterizáveis no septo nasal. Mas eventualmente a epistaxe pode ser a primeira manifestação de uma doença mais séria como um tumor nasal.

As infecções de ouvido são as mais frequentes causas de prescrição de antibióticos nas crianças. Cursam com febre e muita dor, mas em sua maioria são quadros de pequena gravidade e que se resolvem rapidamente.

Por vezes, porém, a infecção pode se estender para o osso da parte de trás da orelha (mastóide) e o tratamento deve ser mais intenso, necessitando até em alguns casos de procedimentos cirúrgicos de drenagem.

Crianças com otite, em uso ou não de antibióticos, que apresentem vermelhidão, dor e inchaço da parte de trás da orelha devem ser rapidamente avaliadas por um otorrinolaringologista.

A audição é essencial para as crianças, que estão em processo de aquisição de linguagem.

Podemos ter perda de audição por causas simples e facilmente tratáveis como rolhas de cerúmen, otites infecciosas e otites por acúmulo de muco; e causas complexas como surdez congênita, meningite ou tumores do nervo auditivo.

Quanto mais precoce a identificação do problema e início do tratamento, melhor o prognóstico da criança. Hoje em dia, mesmo casos graves podem ser tratados com recursos altamente tecnológicos como os implantes cocleares.

Atresia de coanas: as coanas são as aberturas posteriores do nariz, ou seja, na transição entre o nariz e a garganta. Nas atresias, estas aberturas estão fechadas e a criança tem dificuldade para respirar.

Se a atresia ocorre em apenas um dos lados, a correção cirúrgica pode ser adiada até o paciente adquirir mais peso (normalmente 10 kg, ao redor de 2 anos). Porém, se a atresia for bilateral, a cirurgia deve ser feita imediatamente para evitar problemas respiratórios e alimentares sérios.

Atresia de Coanas

Muitas vezes, a atresia de coanas pode estar associada a outras malformações, como oculares, genito-urinárias etc. Sendo imprescindível uma investigação multidisciplinar.

A cirurgia realizada por via endoscópica endonasal é menos invasiva e proporciona melhores resultados.

Meningoceles ou meningoencefaloceles: nestes casos, a base do crânio, que separa o cérebro da cavidade nasal, tem o fechamento incompleto. Consequentemente existe a presença de conteúdo do sistema nervoso central no nariz, podendo provocar meningites potencialmente fatais.

O sintoma inicial pode ser apenas de obstrução nasal. A correção cirúrgica pode ser feita por via endoscópica endonasal na maioria dos casos. Pode haver necessidade de abordagem conjunta com a neurocirurgia.

Apesar de menos frequente que nos adultos, as tonturas podem afetar as crianças.

Se seu filho tem enjoos frequentes, principalmente causados pelo movimento, pouco equilíbrio, medo ou dificuldade para andar em locais estreitos, ele deve ser avaliado por um otorrinolaringologista.

O tratamento é bem efetivo e resolutivo na maioria dos casos, podendo envolver medicações e/ou terapias fonoaudiológicas e fisioterápicas.

Ao nascimento, a criança pode apresentar um freio lingual curto, a chamada “língua presa”. Isto pode atrapalhar a amamentação, ou, mais tarde, dificultar a fala.

O tratamento é simples, e pode ser realizado no próprio consultório ou em centro cirúrgico com a liberação do freio da língua.

A rinite alérgica é um processo inflamatório da mucosa das fossas nasais e seios paranasais. Manifesta-se com obstrução nasal, secreção hialina, espirros e coceira nasal.

A reação alérgica é uma reação exagerada do sistema imunológico em decorrência de inalantes, substâncias irritantes para a mucosa nasal, como gases tóxicos, poluentes ambientais, poeira doméstica, entre outros.

Em decorrência dessa reação alérgica, ocorre a liberação de substâncias como a histamina que produzem a reação inflamatória nas fossas nasais.

Os casos crônicos evoluem com hipertrofia de cornetos, que são “carnes esponjosas” que obstruem as fossas nasais.

A criança pode apresentar roncos, obstrução nasal, respiração bucal e distúrbio do sono.

Alergia respiratória ou, mais raramente, alimentar podem causar ou piorar os sintomas de rinossinusite. A identificação das alergias e seu tratamento são fundamentais no controle da rinossinusite nas crianças.

Hipertrofia adenoideana: adenóide é um acúmulo de tecido linfóide, ou seja, tecido de defesa, que de localiza atrás das fossas nasais.

Quando ocorre hipertrofia, aumento, produz obstrução das fossas nasais, dificultando a respiração. A criança começa a presentar roncos e distúrbio do sono.

Relacionado a obstrução nasal, acúmulo de secreções e bactérias no nariz e seios da face levando ao quadro de rinossinusite crônica. Na maioria das vezes, a remoção das adenóides é suficiente para resolução dos sintomas.

As crianças que apresentam dificuldade para deglutir, devem ser avaliadas pelos especialistas do programa Aerodigestivo. O diagnóstico neurológico e aerodigestivo é importante para definirmos a conduta.

Se a criança broncoaspira saliva, é importante entender o grau de comprometimento pulmonar e nesse caso, é importante a atuaçào do pneumologista.

Nesses casos, inicialmente utilizamos drogas xerostômicas, para secar a saliva, como atropina sublingual e propantelina via oral ou via gastrostomia. A injeção de toxina botulínica em glândulas salivares também é uma boa opção.

É feita no centro cirúrgico, sob anestesia, com o acompanhamento do radiologista, que faz o ultrassom das glândulas salivares para guiar a injeção.

Dependendo de cada caso, pode ser indicada a ligadura de ductos das glândulas salivares, via bucal, que é um procedimento de baixo risco de complicações.

Cirurgia Complexa de Traqueia

A cirurgia complexa de traqueia em crianças e recém-nascidos é um conjunto de procedimentos cirúrgicos altamente especializados voltados para o tratamento de anomalias congênitas, lesões, ou doenças adquiridas que afetam a traqueia, a principal via aérea entre a laringe e os pulmões.

Essas cirurgias são indicadas para condições como estenose traqueal (estreitamento da traqueia), traqueomalácia (fraqueza das paredes traqueais), fístulas traqueoesofágicas (comunicação anômala entre a traqueia e o esôfago), e compressões externas causadas por anomalias vasculares, como anéis vasculares.

Devido à importância da traqueia na respiração, essas cirurgias exigem precisão extrema e são geralmente realizadas em centros médicos especializados, com suporte avançado de cuidados intensivos.

Os procedimentos podem variar desde ressecções de segmentos da traqueia, seguidas de reconexão das extremidades saudáveis (anastomose), até reparos mais complexos como laringotraqueoplastias, que envolvem a reconstrução da traqueia e da laringe usando enxertos.

Em casos onde a traqueia é comprimida por estruturas vasculares anômalas, como no arco aórtico duplo, técnicas como aortopexia (fixação da aorta ao esterno) são realizadas para aliviar a compressão.

Em situações de obstrução severa ou ventilação prolongada, uma traqueostomia pode ser realizada para garantir a passagem de ar.

A complexidade dessas cirurgias requer uma abordagem multidisciplinar, envolvendo especialistas experientes e equipes de cuidados intensivos pediátricos, dada a fragilidade e os riscos associados ao tratamento em pacientes tão jovens.

Rinossinusites

Rinossinusites

Infecção dos seios da face e fossas nasais, caracterizada por sintomas de obstrução nasal, secreção nas narinas ou na garganta de aspecto mucopurulento, tosse noturna. Dor de cabeça nem sempre está presente, mas geralmente apresenta perda de olfato. Pode ser aguda ou crônica se os sintomas persistirem por mais de 3 meses seguidos.

Rinossinusites de repetição: muitas vezes, os quadros de rinossinusite crônica se confundem com as rinossinusites de repetição, em que as crises acabam sendo tão frequentes que se justapõem, dando impressão de serem contínuas. O diagnóstico correto é fundamental para evitar exames e procedimentos desnecessários. O melhor exame para diagnosticar a rinossinusite é a nasofibroscopia que é uma endoscopia da fossa nasal, realizada no consultório, com anestesia local. O exame produz um mínimo desconforto para a criança e tem a vantagem sobre o raio-X de não submeter a criança ao efeito de radiações ionizantes.

Na infância, a rinossinusite pode ser recorrente e ser causada por:

Hipertrofia adenoideana: adenóide é um acúmulo de tecido linfóide, ou seja, tecido de defesa, que se localiza atrás das fossas nasais. Quando ocorre hipertrofia, aumento, produz obstrução das fossas nasais, dificultando a respiração. A criança começa a presentar roncos e distúrbio do sono.

É a causa mais comum de rinossinusite, o aumento das vegetações adenoides causa, além da obstrução nasal, acúmulo de secreções e bactérias no nariz e seios da face levando ao quadro de rinossinusite crônica. Na maioria das vezes, a remoção das adenoides é suficiente para resolução dos sintomas.

Rinite alérgica: é um processo inflamatórios da mucosa das fossas nasais e seios paranasais. Manifesta-se com obstrução nasal, secreção hialina, espirros e coceira nasal. A reação alérgica é uma reação exagerada do sistema imunológico em decorrência de inalantes, substâncias irritantes, para a mucosa nasal, como gases tóxicos, poluentes ambientais, poeira doméstica, entre outros. Em decorrência dessa reação alérgica, ocorre a liberação de substâncias como a histamina que produzem a reação inflamatória nas fossas nasais.

Os casos crônicos evoluem com hipertrofia de cornetos, que são “carnes esponjosas” que obstruem as fossas nasais. A criança pode apresentar roncos, obstrução nasal, respiração bucal e distúrbio do sono.

Alergia respiratória ou, mais raramente, alimentar podem causar ou piorar os sintomas de rinossinusite. A identificação das alergias e seu tratamento são fundamentais no controle da rinossinusite nas crianças.

Fibrose cística: doença genética em que há uma alteração no muco nasal, que se torna espesso. Além da sinusite, a criança apresenta desnutrição e pneumonias de repetição. Condição potencialmente grave e que requer diagnóstico e tratamento precoces.

Discinesia ciliar: doença genética em que os cílios que transportam o muco no nariz e seios paranasais não funcionam corretamente. Além da sinusite crônica, a criança também pode apresentar problemas pulmonares.

Imunodeficiências: vários tipos de deficiências de imunidade podem causar rinossinusite crônica, principalmente as deficiências de IgA e IgG. Muitas vezes os sintomas nasais são os primeiros a aparecer e podem ajudar no diagnóstico precoce que será fundamental para o tratamento exitoso destas crianças.